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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Modelo de Ficha de Leitura Comentada - Metafísica


HEGEL, G. W. F. Conceito preliminar da Ciência da Lógica (1817). Trad. Manuel Moreira da Silva [Versão Preliminar]. Guarapuava, 2008. Hyperapophasis.net. Curso de Filosofia. Disciplina de Metafísica. Professor Manuel Moreira da Silva. Acadêmico (a): Carlos Eduardo da Silva Faria, do Terceiro Ano de Filosofia. Finalidade: Avaliação parcial de Metafísica. Semestre II, 2010.

AUTOR

LEITOR
1) Vale para as determinações contidas neste Conceito preliminar o mesmo que para os conceitos antecipados [nos §§ precedentes] sobre a filosofia em geral, que elas são igualmente antecipações ou, o que é o mesmo, determinações indicadas a partir de e segundo a visão geral do todo.
§12
O que está em jogo é o lógico. O lógico é o conteúdo da lógica, o elemento abstrato do pensar. Não é puro, não é vazio, é formal porque na primeira abstração se opõe ao real. Para apreendê-lo, temos que nos elevar ao puro pensar.

2) Pode-se dizer perfeitamente que a Lógica seria a Ciência do pensar, de suas determinações e leis, mas o pensar é antes de tudo a Identidade pura do saber consigo mesmo e constitui assim a determinidade universal ou o elemento no qual a Ideia é enquanto [Ideia] lógica.
§12
Assume a primeira definição da ciência da Lógica, contudo, o ponto de partida – o pensar não é uma abstração nossa é a identidade pura do pensar consigo mesmo. O espírito sabe-se livre e se quer livre e auto-consciência universal.
3) Pode-se dizer perfeitamente que a Lógica seria a Ciência do pensar, de suas determinações e leis, mas o pensar é antes de tudo a Identidade pura do saber consigo mesmo e constitui assim a determinidade universal ou o elemento no qual a Ideia é enquanto [Ideia] lógica. Ideia certamente o pensar o é, mas não enquanto pensar formal e sim como a totalidade de suas próprias determinações, as quais ele mesmo se dá. – [De um lado,] a Lógica é neste sentido a ciência mais difícil, na medida em que ela não comercia com intuições, – nem ao menos com intuições abstratas como [o faz] a Geometria – ou senão com representações sensíveis, mas com abstrações puras, e [em que] exige um esforço para se retirar aos pensamentos puros, os manter firmes e em tais [pensamentos puros] se mover.
§12
A Lógica como Metafísica ou Filosofia não é útil, porque ela é especulativa. O fim da Lógica ou da Metafisica é ela mesma, por isso, ela não é útil. O fim é a relação com a própria liberdade (a liberdade do espírito, enquanto seres racionais e livres). É mais difícil, a Lógica, porque não podemos trabalhar com intuições empíricas ou abstratas, tão pouco com a própria intuição intelectual, mas com abstrações puras. O que está em jogo, é a intuição – é o pensar enquanto ser é pensar é apenas intuir. A primeira atividade do pensar é o intuir. O pensar e o intuir estão no mesmo barco, não há intuir sem pensar. Em Hegel, não ascendemos à Lógica pelas representações sensíveis, a Lógica se atêm as abstrações puras.
4) De outro lado ela poderia ser vista como a ciência mais fácil, pois [neste caso] o conteúdo nada mais é que o próprio pensar [de cada um] e suas determinações correntes, e estas são igualmente as mais simples. A utilidade da Lógica refere-se [aí] à relação para com o sujeito [empírico], no sentido em que ele se dá uma certa formação em vista de outros fins. A formação por meio da Lógica consiste em que ele [o sujeito] se exercita no pensar, pois esta ciência é pensar do pensar. Contudo, na medida em que o Lógico é a Forma absoluta da Verdade e, ainda mais que isto, também a Verdade pura ela mesma, ele é algo completamente outro que algo simplesmente útil.
§12
A Lógica poderia ser vista como a ciência mais fácil, seu próprio conteúdo é o pensar de cada um, porque as determinações correntes são as mais fáceis, pois todos as conhecemos. A formação por meio da Lógica, não visa outros fins, mas, sim, outro fim o do próprio pensar. Não pensamos outra coisa, mas, sim, do ato de pensar. Na medida que a Lógica, em sua utilidade se é entidade refere-se à relação com o sujeito e o objeto – o pensar como sujeito e o pensar como objeto. A verdade é a harmonia, a consonância do objeto com o conceito, se o objeto é o pensar ou a realidade do conceito é o próprio pensar, o lógico é da verdade, a própria verdade pura, que não será algo útil.
5) Esses três lados não constituem três partes da Lógica, mas são momentos de tudo o que é lógico-efetivo, isto é, de tudo o que é conceito ou de tudo o que é verdadeiro em geral. Eles [os três momentos] podem ser igualmente postos sob o primeiro momento, o do Entendimento, e por isso serem mantidos isolados um fora do outro, mas assim eles não seriam então considerados em sua verdade.
§13
Segundo a forma, o Lógico tem três lados. Se não considerarmos os momentos, não consideramos em sua verdade. É especulativa, ela passou por um processo de negação e já nos mostrou que essas determinações, mesmo negadas, elas se mostram positivas. Se reduzir apenas ao primeiro momento vou considerá-lo apenas abstratamente. O lógico-efetivo – é o que está aí – a efetividade do objeto.
6) O pensar enquanto Entendimento permanece junto à determinidade fixa e à diferencialidade da mesma face às outras e um tal Abstrato limitado vale para ele como existindo e sendo por si.
§14
Em oposição as outras, o entendimento abstraindo e fixando os conceitos, podemos pensá-las elas mesmas.
7) O dialético, tomado por si à parte pelo Entendimento, em especial quando mostrado nos conceitos científicos, constitui o ceticismo; ele [o ceticismo] contém a negação simples como resultado do dialético. (2) A dialética é habitualmente considerada como uma arte exterior, que, pelo arbítrio, produz uma confusão nos conceitos determinados e uma simples aparência de contradição neles, de modo que não estas determinações, mas esta aparência seria uma nulidade, e o que pertence ao Entendimento, ao contrário, seria antes o verdadeiro. Porém, a dialética é de fato considerada como a natureza própria e verdadeira das determinações do Entendimento, das coisas e do finito em geral. A Reflexão [Reflexion] é antes de tudo o ultrapassar da determinidade isolada e um reportar [Beziehen], pelo qual ela [a determinidade] é posta em relação [Verhältniss], a propósito de ser mantida em seu valor isolado.
§15

No momento dialético essas determinações fixadas são suprassumidas (nível superior) belo e não belo, são elementos da verdade. O ceticismo extraí resultados negativos, eles meramente se anulam. O dialético, há um resultado positivo, é algo para além,- não é negativo é uma determinação positiva (as determinações de bom e mau) são aspectos da substância. A dialética, quer dizer que não há aparência nas coisas, segundo certas determinações – pode ser bom ou mau. Devem ser pensadas na sua unidade. Por conta da reflexão e da determinidade isolada, não há nem bom, nem mau. Há, sim, a substância – quando pronunciamos (fixações das determinações), são uma pré-compreensão, temos que sair delas, temos que fazer o movimento. Ela produz algo novo, não podemos nos fixar em uma determinação.
8) A dialética tem um resultado positivo, pois ela tem um conteúdo determinado, ou porque seu resultado em verdade não é o nada vazio, abstrato, mas sim a negação de certas determinações que são contidas no resultado, precisamente porque este não é um nada imediato, mas um resultado. Este racional, por isso, embora seja algo pensado e também abstrato, é ao mesmo tempo algo concreto, pois ele não é unidade formal, simples, mas unidade de determinações diferentes.
§16
Quando levamos em conta, o processo dialético ficamos presos a fixação do pensamento (verdadeiro ou falso), nos limitamos ao plano da Lógica. Como valendo por si, valem como valor infinito – porque é indiferente a outros valores. Isso valendo à respeito da forma da Lógica, não mais, segundo a forma.
9) Segundo o conteúdo, as determinações do pensar serão consideradas na Lógica em si e para si mesmas. Elas são desta maneira pensamentos puros concretos, isto é, conceitos, com o valor e o significado do que é sendo em si e para si fundamento de tudo. Por isso, a Lógica é essencialmente filosofia especulativa.
§17
As determinações consideradas na Lógica em si e para si mesmas, essas determinações refletem elas estão num processo de determinações, são um certo modo interdependente, enquanto autodeterminações. Elas são o conteúdo, o significado e o fundamento de tudo.
10) No especulativo, Forma e conteúdo não são em geral tão isolados como eles foram separados neste e no § precedente; as Formas da Ideia são suas determinações e não seria o caso de se dizer de onde ainda um outro conteúdo verdadeiro deveria provir, como estas suas determinações elas mesmas.
§17
No especulativo, a forma é em si e conteúdo é para si –, é uma separação didática. As formas do ideário são as determinações da ideia, não são minhas, são o conceito e a realidade.
12) […] pelo fato de que ela se mostra como este [fundamento absoluto], ela se comprova igualmente como a ciência objetiva e universal-real [ou ainda última].
§17
A Lógica não é formal, é uma ciência real.
13) Na universalidade primeira de seus conceitos ela aparece para si e como empreendimento particular, subjetivo, para fora do qual a riqueza completa do mundo sensível assim como do mundo concreto, o mundo intelectual, impele sua essência.
§17

Aqui têm-se três momentos da Lógica: esta na eternidade; como ciência real e impelida para o real (nesse impelir é a realização do próprio mundo intelectual).