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sábado, 4 de junho de 2011

Poética e Crítica



Usados no sentido de reflexão a Poética e a Crítica, não podem e nem devem ser entendidos como integrantes da Estética, por assumirem o caráter de experiência artística. A Poética e a Crítica, são de vital importância, tanto para o artista, no caso da Poética quanto ao apreciador da obra, que deve utilizar-se da Crítica, para melhor avaliação da obra. E é esse caráter normativo da Poética que apresenta à Crítica o contexto histórico em que a obra foi produzida.
A Crítica com seu caráter valorativo, é ela que vai diferenciar aquele que se sobressai, valorizando a obra, em resumo, a Crítica avalia o talento, diferencia por exemplo a Monalisa de Da Vinci da Monalisa de um pintor de calçada.
A Estética assume o caráter especulativo, não cita regras como a Poética, e nem atribui valor a arte. Não cabe a Estética, como filosofia inteira, interferir de nenhuma forma ao trabalho artístico, pois se houvesse interferência, seria para ditar leis ao artista, de forma como se fosse o lesgislar.
Deve-se deixar claro, que a Estética não é Metafísica. O papel assumido pela Estética é entre a filosofia e a história da arte. Pensa, conceitua, discute, trata da percepção. Fornece ao artista e ao crítico e a Poética, a capacidade de discernir as suas funções, mesmo não fornecendo normas. A Estética se coloca como uma ferramenta indispensável, tanto para o artista quanto para o filósofo, causando forte influência sobre o gosto. Mas há que se ter claro, que não de deve entender a Crítica como Estética. A principal diferença é que a Crítica não é filosofia, ao crítico cabe analisar e dar pura e simplesmente caráter valorativo à obra de arte.
Entre a Estética e a arte não deve haver intermediações, afinal a Estética, como dito anteriormente, trata da percepção do artista. Para a Estética não há qualquer tipo de distinção, se é obra de um artista de renome ou de um artista que pinta e escreve sua arte por hobby, para o estético importa apenas o que seja arte. Dessa forma o artista abstém-se de qualquer polêmica com relação ao gosto, deve-se manter imparcial não permitindo que seu gosto o influencie, além do princípio de sua teoria.
No que disso respeito ao crítico, tem-se que a avaliação sempre utiliza-se da interpretação, que por sua vez, condicionada ao gosto. Ao crítico cabe o cuidado de não permitir que seu gosto pessoal interfira na sua avaliação.
O modo de agir do estético, nas questões poéticas é de definir conceitos, o que para o crítico isso é muito importante porque permite que haja uma captação da intensão do artista, daquilo que ele quis passar ao público com a escolha do tema. E, para que se tenha um melhor julgamento da obra em si, deve-se considerar a obra como realização poética, e assim, não julgar a obra baseando-se no próprio gosto, abandonar qualquer tipo de critério externo, avaliando-se a própria obra em si, na sua essência.

Referências Bibliográficas



PAREYSON, L. Os problemas da estética. São Paulo: Martins Fontes, 1997.